quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Avaliação Individual

Notas sobre o primeiro período do Mestrado em Estudos Cinematográficos:

Uma mudança de país tende a ser sempre complicada. Entretanto algumas coisas me impossibilitaram de assistir todas as aulas em todas as matérias. Primeiramente tive problemas com documentações para obtenção do visto de estudante e, depois, tive questões com meus documentos no Brasil. Devido a isso, avalio a minha participação como regular porque, apesar das faltas, quando estive presente - que foi em mais de 90% das aulas - me doei completamente para o bom movimento e construção das aulas.
Em relação as aulas, eu venho de um experiência com base teórica no Brasil, com minha graduação pela PUC- rio, e ter essa experiência extremamente prática está sendo muito valiosa. Digo isto pelo fato de que agora consigo colocar em prática pensamentos que tinha e, com isso, avalia se eles são possíveis ou não, além de aumentar o meu contato com outras pessoas, aumentando, também, minha relação com outras visões de mundo e, portanto, visões de cinema.
A infra-estrutura da Universidade e a qualificação dos professores são coisas que merecem destaque. Encontrei na Lusófona um base que possibilita o construir criativo e prático e profissionais que escutam, passam conhecimento e encorajam a seguirmos com nossas ideias. Vale aqui constar os concelhos para melhorar a escrita do professor Gonçalo. As ótimas aulas de história do cinema do professor Paulo e a paciência do professor Victor Candeias em nos instruir na construção, filmagem e edição das cenas.
Mas especificamente em relação as cenas gravadas por nós, gostaria de elucidar aqui a disposição e atenção do professor Victor. A medida que ficávamos até 5horas da manhã gravando algumas cenas e ele sempre se encontrava disposto e de bom humor. Nesse aspecto tivemos alguns problemas em relação a troca de ideias pois, como tínhamos que otimizar o tempo, e a finalidade era o aprendizado, algumas vezes o Victor precisava dar a palavra final, o que foi um pouco complicado para alguns, mas serviu de experiência para entendermos como funciona um set, e como o tempo não trabalha a nosso favor. Com isso gostaria aqui de esclarecer o quão valiosa foi essa experiência já no primeiro período. Serve otimamente como um belo cartão de visitas.
Ainda nesse contexto, já mais pro final do período tivemos a possibilidade de pegarmos o conhecimento passado pelo professor Paulo e aplica-lo com a assistência do professor Paixão. Isto é tivemos uma espécie de pequeno pitching e brain storm para decidirmos uma cena a ser gravada pelos alunos baseadas numa curta metragem de Porter. Após passarmos dessa faze fizemos toda a parte de pré-produção, filmagem e edição.
Gosto, sempre, de fazer essa análise quase dialética, pois no fim tudo caminhará para uma síntese de aprendizado e melhora profissional. Sendo assim, é importante me doutrinar para que nesse próximo momento minhas faltas sejam menores, ou nulas - se assim for possível. Pegar os pequenos atritos que tiveram durante as gravações e transformar tudo em conhecimento para que possa aplicar nas próximas experiências seja no próprio campo acadêmico quanto na esfera profissional.

Fico ao fim desse período esperançoso por novas experiências prática, por trocas de conhecimento e por chances de mostrar e desenvolver meu olhar filmico e de mundo.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Sublingual.

Ultrareal, sublingual
um morto no quintal.
"também quero reclamar!"

Deitado na estrada,
quem sabe contar?
2+2 são quatro
ninguém precisa explicar.

Tenho uma hora por meio dia e 48 dias por hora
quantas horas cabem num dia?
vou me levantar

da Pocahontas ao Avatar
tudo tende a se repetir
então porque insistem em perfilar?

Ontem estava solido, hoje é liquido.
um dia desmanchou no ar,
hoje é cristalino.

Fomos da Alemanha à Fernando de Noronha
E ninguém parece notar.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Sinto-te me sentir


Ao fogo nascente olho-te dormir
Ou fingir-te adormecer, e adormeço ao olhar,
pareço um daqueles personagens efêmeros e trágicos
que enrolados pelo acaso se entregam ao desgaste dos usos estáticos.

Sinto-te me sentir, sempre que sinto-te sorrir
foi a forma que encontrei pra acreditar no mundo visto daqui.
É, esse mundo que vemos com olhos apaixonados
um mundo com cores, clichês, um mundo “desamargurado” .

Fomos feitos pra um viver ígneo
pra emergir de um estado retilíneo
e para corrermos em direção ao precipício
o precipício que é se apaixonar por indícios.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Rotina

Saltei, meio solto, por isso cai
Andei, meio exposto, por isso parti
e agora, revolto, lembro de ti
como as horas de um relógio que insiste em repetir

Drogas vendidas nas mãos do teu Deus
Fontes de riqueza pros ateus
Eu prefiro seguir-te aos olhos,
as inconstâncias, a realidade dos corpos.

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Se existe em amor a paz

tentar-te dizer ao longo dos dias
como fiz pra chegar até aqui
pode ser tudo mentira, depende do que queres ouvir
não vou mais aceitar suas trapaças
a decisão foi tomada, agora eu tenho que ir

o mulher de olhos completos e tempestuosos
garota do mar de vitórias sem derrotas
cheia de si e mesmo assim tão perdida
te digo em longas frases: "um dia terá em sua vida
um belo motivo pra fazer o que faz
mas ai já ira duvidar se existe em amor a paz"

são longos os cabelos que correm de ti
como longas são as palavras que fluem em ti
mas não me importa mais tamanha tua cultura e decisão
chegamos a uma bifurcação sanguinária
a esquerda te traz a vida que imaginará
a direita te traz a dor, o amor e mais nada

o mulher de olhos completos e tempestuosos
garota do mar de vitórias sem derrotas
cheia de si e mesmo assim tão perdida
te digo em longas frases: "um dia terá em sua vida
um belo motivo pra fazer o que faz
mas ai já ira duvidar se existe em amor a paz"

"Não sei" costumas me dizer
"eu mudo tanto quanto o mar em noite de lua cheia"
mas até mesmo o mar precisa da lua cheia pra mudar
sua bipolaridade parte do nada, assim como tu
assim como tuas idéias e precipitações
assim como os olhos que olham por cima do mundo
o olhar que te ganhas tudo, te perdes o curto e matas o limbo

o mulher de olhos completos e tempestuosos
garota do mar de vitórias sem derrotas
cheia de si e mesmo assim tão perdida
te digo em longas frases: "um dia terá em sua vida
um belo motivo pra fazer o que faz
mas ai já ira duvidar se existe em amor a paz"

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

Em simples Partilha

contanto que os segredos se guardem
minha cabeça devolve sem partes
que as memórias cortaram de mim
segregaram a felicidade em fim

partilhando desejos sonhados
cabelos compridos, sonhos roubados
compartilhando mentiras
desejando que fossemos em simples partilha

minha voz diz não querer sair
sai e sai pra mentir
sobre as horas que meu sorriso sorri
ou os tombos que fingi cair

partilhando desejos sonhados
cabelos compridos, sonhos roubados
compartilhando mentiras
desejando que fossemos em simples partilha

Sou um vela apagando no escuro
como um desejo que se perde ao ver o futuro
uma luz sombria e perdida
como uma vibração sem som, sem vida.

partilhando desejos sonhados
cabelos compridos, sonhos roubados
compartilhando mentiras
desejando que fossemos em simples partilha

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

nossos 'enquantos'

enquanto as ruas varrem-se para definição
defino-me como oposição
dado instante o qual fui descoberto
concreto, instante concreto!

enquanto as ondas borbulham ao sol
solidificam-se em gelo
num momento de devaneio:
esqueço...

partiram-se em pedaços
pedágios mal pagos e cobrados
que utilizados pro nada
certos ficam quando comprados.

enquanto leio minha mente fajuta
fujo da luta,
fujo da briga e da disputa
mais uma carta lançada, e dessa vez,
sem conduta!